Peixe tipo exportação

Sebrae/Divulgação. Peixe é abatido com até 15 quilos.
Sebrae/Divulgação. Peixe é abatido com até 15 quilos.

Crédito: http://www.anba.com.br/

Projeto investe na produção de Pirarucu em cativeiro e prepara piscicultura do Norte do País para ganhar qualidade e mercado no Brasil e exterior. Carne é nobre.

São Paulo – Um projeto levado adiante em sete estados do Norte do Brasil está transformando e qualificando a produção do peixe amazônico Pirarucu para aumentar o seu consumo no mercado doméstico e também exportá-lo. Cerca de dois mil pequenos e médios piscicultores da Amazônia, Amapá, Rondônia, Pará, Roraima, Acre e Tocantins estão aprendendo a criar os peixes em cativeiro, como parte do Projeto Estruturante do Pirarucu da Amazônia. Eles mantêm um plantel com cerca de 130 mil animais.

A iniciativa é do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que levam a ideia adiante há cinco anos. Os peixes são criados em tanques escavados nas propriedades rurais e as duas entidades auxiliam os piscicultores desde a produção dos tanques para criatório, que são feitos na terra, até em tecnologias para reprodução, cuidados e alimentação corretas dos animais, entre outras medidas.

A coordenadora nacional de Aquicultura e Pesca do Sebrae, Newman Costa, conta que os peixes levam chips para o controle da produção e para mostrar que não vêm da natureza. Ou seja, eles não são tirados dos rios. Um dos objetivos do projeto foi justamente focar na criação em cativeiro e assim inibir a retirada do Pirarucu dos rios, já que ele estava em extinção.

A reprodução dos peixes é natural, cada tanque recebe um macho e uma fêmea para começar a criação, mas Costa relata que a Embrapa já está fazendo testes para que ela também seja feita em laboratório. Neste trabalho inicial da criação em cativeiro, a identificação de machos e fêmeas exige conhecimento e tecnologia já que o sexo desses peixes não é facilmente detectável.

O projeto também atua na divulgação da carne de Pirarucu no universo gastronômico. “É uma das melhores carnes de peixe de água doce”, afirma Costa. A carne do Pirarucu é considerada nobre, o peixe pode ser todo aproveitado, inclusive a carcaça, e não tem espinhos, é um peixe filé. Como parte desta estratégia, o projeto promove mostras e concursos gastronômicos para divulgação da carne do peixe junto a jornalistas, chefs e donos de restaurantes no Brasil.

Para garantir o sabor e a qualidade da carne também o projeto leva em conta algumas medidas a serem adotadas como uso da ração adequada, que precisa ter 70% de proteína, já que o Pirarucu é carnívoro, e o tempo de abate, que deve ser com até 15 quilos. Isso, explica Costa, para impedir que a carne fique velha. “É baby beef de Pirarucu”, brinca ela. Os piscicultores, porém, não fazem eles próprios o abate, mas o entregam para frigoríficos autorizados.

Atualmente, dois dos sete estados integrantes do Projeto Estruturante do Pirarucu da Amazônia, o Acre e Rondônia, têm autorização para vender em outros estados e no exterior. Os demais aguardam liberação do governo federal. O estado de Rondônia tem um frigorífico de grande porte, o Mar & Terra, que abate e exporta o Pirarucu. Também o Acre tem um complexo industrial, chamado “Peixes da Amazônia”, uma parceria dos setores público e privado, que deve começar a exportar até o final do ano que vem, segundo Costa.

A coordenadora nacional de Aquicultura e Pesca do Sebrae afirma que existe uma demanda grande para o Pirarucu no exterior e que o projeto tem mostrado esse potencial do mercado interancional. Mas ela também  lembra que há um grande potencial de consumo no próprio Brasil. Apesar de o peixe ser amazônico, ele é conhecido em outros países por seu sabor e pela qualidade da carne, que atende a alta gastronomia. Os Pirarucus do projeto também levam o Selo Peixes Amazônicos, do governo federal, o que certifica que são da região amazônica e que foram produzidos de maneira sustentável.

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